Artigos do Padre

22/08/2017 - AMOR

A reintegração da unidade entre todos os cristãos é um dos nossos principais objetivos de vida, sagrada, ecumênica e pluralista. Pois o Cristo Senhor fundou uma só e única Comunidade, mas numerosas são as Comunhões cristãs e outras que se apresentam aos homens como a verdadeira herança de Deus.

O Senhor dos séculos, porém, prossegue sábia e pacientemente o plano de sua graça a favor de nós. Começou ultimamente a infundir de modo mais abundante nos cristãos separados entre si a compunção de alma e o desejo de união. Por toda a parte, muitos homens sentiram o impulso desta graça. Também surgiu entre os nossos irmãos separados, por moção da graça do Espírito Santo, um movimento cada vez mais intenso em ordem à restauração da unidade de todos os cristãos.

Este movimento de unidade entre cristãos é chamado ecumênico. Participam dele os que invocam o Deus Trino e confessam a Cristo com Senhor e Salvador, não só individualmente mas reunidos em assembleias em que ouviram o Evangelho e que, cada qual respectivamente, chamam a sua Comunidade de Deus. Quase todos, se bem que de modo diverso, aspiram a uma Igreja de Deus una e visível, que seja verdadeiramente universal e enviada ao mundo inteiro, a fim de que o mundo se converta ao Evangelho para a maior glória de Deus.

Jesus Cristo quer que seu povo cresça, mediante a fiel pregação do Evangelho, e o governo no amor sob a ação do Espírito Santo. Vai aperfeiçoando a sua comunhão na unidade: na confissão de uma só fé, na comum celebração do culto divino e na fraterna concórdia da família de Deus.

Aqueles, porém, que nascem em comunidades diferentes como os judeus, os muçulmanos, e outros pluralistas são abraçados com fraterna reverência e amor. Pois os que creem em Deus estão numa certa comunhão com toda Comunidade universal.

Decerto, as discrepâncias que de vários modos existem entre as Comunidades – quer em questões doutrinais e disciplinares – criam obstáculos à plena comunhão eclesiástica. O movimento ECUMÊNICO visa a superar estes problemas. Justificados pela fé, são incorporados a Cristo e, por isso, com direito se honram com o nome de cristãos, sendo reconhecidos pelos filhos da Comunidade como irmãos do Senhor.