Proporcionar ao ser humano, oportunidades para viver com dignidade, livre dos transtornos decorrentes do uso e abuso das drogas lícitas e ilícitas, através da prevenção primária, secundária e terciária.
II – HISTÓRICO
Em 1977, Pe. Haroldo J. Rahm o Professor Osvaldo Cândido Ferreira e a socióloga Núbia França decidem fundar uma entidade filantrópica denominada Associação Promocional Oração e Trabalho(APOT).
Trata-se de entidade com certificado de fins filantrópicos (Decreto 356), filiado à FEAC – Federação das Entidades Assistenciais de Campinas, à WFTC – Federação Mundial de Comunidades Terapêuticas, à Federação Latino Americana de Comunidades Terapêuticas, à FEBRACT – Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas declarada de Utilidade Pública Federal sob o n.º 88103 e inscrita na Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD).
Neste mesmo ano recebem em doação do Sr. Cláudio de Souza Novaes, 300.000m2 de terra à 22Km de Campinas, junto ao Rio Atibaia.
Este espaço, a partir de então chamado de Fazenda do Senhor Jesus, é inaugurado em maio de 1978, onde se forma então a Comunidade Terapêutica para dependentes químicos e alcoolistas (adultos).
Centro de Atendimento Orientação e Triagem – CAOT
A partir de 1978, pela necessidade de oferecer um tratamento adequado a cada dependente e familiares que procuram ajuda, o Centro de Atendimento Orientação e Triagem – CAOT surge com o objetivo de acolher, avaliar, selecionar e encaminhar os candidatos e familiares que procuram pelo Programa de Tratamento, proporcionando a melhor abordagem terapêutica.
Programa de Tratamento e Recuperação para Adolescentes
Juntamente com duas estagiárias de Pedagogia, Isilda Fernandes Rudecke e Maria Lúcia Vilela, Padre Haroldo inicia um trabalho nas ruas de Campinas, surgindo assim o Programa Meninos de Rua.
Até 1998, os adolescentes dependentes de álcool e outras drogas eram tratados num subgrupo, separados dos adultos, na Fazenda do Senhor Jesus.
Com o aumento da demanda de vagas para essa faixa etária e adequação do atendimento, foi necessário que o tratamento recebesse atenção e instalações próprias, além de uma equipe treinada para atender o perfil dos adolescentes.
O Programa de Tratamento e Recuperação para Adolescentes, a partir de 1999 passou a funcionar no complexo sede da APOT, na Casa Jimmy 1 e hoje desenvolve um programa diferenciado, com todos os requisitos básicos que regularizam esse atendimento através do ECA( Estatuto da Criança e Adolescentes) ,das resoluções dos Conselhos Municipais da Criança e Adolescentes, da Assistência Social e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Clínica Psicológica “Haroldo Rahm”
A Clínica Psicológica “Haroldo Rahm”, composta por um grupo de psicólogos, especializados em dependência de álcool e outras drogas, surgiu em 1998, com o objetivo de oferecer atendimento psicológico, como parte integrante do tratamento aos residentes usuários do programa e seus respectivos familiares.
Com o passar do tempo, e atendendo a demanda externa, a Clínica criou o Ambulatório, cujo objetivo é atender às pessoas que já passaram por tratamento na Instituição em regime de internação e querem dar continuidade em seu tratamento; às pessoas que não estiveram internadas, mas que necessitam de acompanhamento e também para toda necessidade de intervenção terapêutica.
Em 2003, surgiu na cliníca a Equipe Florescer, para atender algumas solicitações externas à Instituição. Essa Equipe desenvolve trabalhos em Condomínios Residenciais, Escolas, Empresas, na área da dependência do álcool e de outras drogas, assim como das relações interpessoais. Realiza na prática: Palestras, Grupos Reflexivos, Dinâmicas de Grupo, Grupos Temáticos, Grupo Operativo, Orientação, Aconselhamento, Abordagem Diretiva, Atendimento Psicológico Individual, Grupal, Familiar, Casal e Atendimento de Multifamílias.
Profissinalização
O Programa de Criatividade Alternativa e Profissionalização (Casa Clarice Pires Vieira) teve início em 23 de agosto de 1999, com a inauguração do setor das Oficinas de Iniciação Profissional, baseado na crença da possibilidade de uma vida melhor para jovens e adultos de baixa renda e baixa escolaridade, desprovidos de oportunidades estando completamente despreparados para enfrentar qualquer concorrência no mercado de trabalho.
As Oficinas foram construídas com apoio do Centro de Desenvolvimento Social C&A e equipadas através do convênio com o Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID e Federação das Entidades Assistenciais de Campinas – FEAC.
Em maio de 2001 a APOT, em parceria com a Prefeitura Municipal de Campinas, inaugurou a Casa Guadalupana, objetivando desenvolver um trabalho, com Educadores Sociais, para estabelecer vínculo com crianças e adolescentes que estavam vivendo na rua, para referenciá-los junto aos diversos serviços da rede.
Cada Guadalupana
Em novembro de 2003 devido à localização geográfica, estrutura física e carência de recursos humanos da Casa Guadalupana, o desenvolvimento de atividades lúdicas, educativas e terapêuticas ficou prejudicado. Através de diálogos e acertos junto ao poder municipal, surgiu a possibilidade de em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social, estabelecermos um novo projeto que referenciasse as atividades oferecidas para esta população (meninos em situação de rua).
Neste novo projeto, a Casa Guadalupana é um trabalho de educação social de rua e um Centro de Referenciamento para os Educadores e não mais um local para atividades, alimentação e higiene, visto que esses recursos de primeira necessidade às crianças e adolescentes já é oferecido por outros serviços da rede social de atendimento.
Através da Casa Guadalupana, promoveremos a articulação e integração dos e com os serviços da rede para efetivar os atendimentos.
Em agosto de 2004, devido há uma procura muito grande pela população, a APOT decide reabrir a Casa de Guadalupe, programa de recuperação e reinserção social de dependentes de álcool e outras drogas feminino adulto, atendendo a demanda de Campinas e região, de todo o território nacional e internacional.
Casa de Guadalupe
A Casa de Guadalupe funciona no complexo sede da APOT e tem como base o mesmo modelo dos outros programas: psicossocial de Comunidades Terapêuticas.
No ano de 2003 a Prefeitura Municipal de Campinas delineou um novo perfil de encaminhamento de adolescentes envolvidos em situações de extremo risco, como o uso abusivo de substâncias psicotrópicas, práticas de atos infracionais, até o envolvimento com a exploração sexual. Constitui – se assim o Plano Municipal de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto – Juvenil, que atende não só crianças/ adolescentes, mas também as famílias vitimizadas, inclusas na rota da exploração sexual.
As atividades desse programa identificaram as Rotas de Violência Sexual e se organizou em 09 eixos, dentre eles o Eixo Proteger com a Casa de Acolhimento que tem por objetivo garantir o disposto no artigo 5. do ECA e de construção de um projeto de vida, juntamente articulado com os recursos da Rede Pública para essas crianças/ adolescentes.
Casa de Acolhimento
A Casa de Acolhimento inaugurada em Setembro de 2004 oferece atividades terapêuticas, lúdicas, educativas e sociais no intuito de promover a dignidade humana na tentativa de buscar as potencialidades individuais, resgatar a auto – estima para terem a criticidade da realidade que os cerca.